Denatran aponta que 85% dos recalls em airbags não foram feitos

Problema com airbags pode causar lesões graves e mortes, mas consumidor não se dá conta do risco. Governo pretende fazer uma parceria com as empresas.

No caso dos airbags, apenas 16% dos recalls foram atendidos.

O airbag dos veículos automotivos vendidos no Brasil é o  componente que mais tem apresentado problemas que resultaram na  necessidade de se fazer campanhas de recall. No entanto, 84%  dos mais de 2,2 milhões de veículos que se encontram nessa situação não o  fizeram, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

 De acordo com o diretor do Denatran, Elmer Coelho Vicenzi, 85% dos recalls dirigidos a veículos automotivospodem causar lesões. No caso das motos, acrescentou, 60% dos problemas identificados implicam em risco de queda. “No caso dos airbags, apenas 16% dos recalls foram atendidos. Isso significa que 84% desses veículos estão andando pelas ruas com seus airbags defeituosos”, informou Vicenzi nesta segunda-feira (13) após participar do programa Por Dentro do Governo, na TV NBR.  O programa é produzido e coordenado pela Secretaria de Comunicação  Social da Presidência da República, com a participação de emissoras de  rádio de todo o país.

 Os números citados pelo diretor constam do Boletim Recall. O documento mostra que, entre 2013 e junho de 2016, o airbag foi o componente mais afetado pelas campanhas de recall. Ele representa mais de um quarto (26%) dos componentes que apresentaram problemas. No período foram, ao todo, 60 pedidos de recall em airbags.  O problema afetou mais de 2,2 milhões de veículos. Em segundo lugar  ficaram os freios, com 17% do total de componentes defeituosos  responsáveis por pedidos de recall; em seguida, o sistema de combustível (16%); motor (11%); problemas na direção (9%); e cinto de segurança (7%).

 Em parte, a ineficiência das campanhas de recall se  deve à dificuldade de o consumidor saber se seu veículo está entre os  que tiveram o chassi informado nas campanhas. A fim de dar mais  eficiência a essas campanhas, o governo pretende fazer uma parceria com  as empresas do setor, a fim de fornecer “apenas para essa finalidade” o  nome e o endereço do proprietário do veículo que precisa passar por recall. “Vamos fiscalizar o recall para garantir que o uso dessa informação está restrito a esse serviço”, garantiu o diretor do Denatran.

 O diretor recomenda que os consumidores recorram ao site do Denatran para saber se o seu veículo precisa passar por algum ajuste. “Tem uma área do site onde ele pode digitar o número do chassi para ver se há algum recall pendente”, acrescentou Vicenzi.

 Recall é  um chamado público feito pelas empresas quando um produto ou serviço  apresenta um defeito que coloque em risco a saúde e a segurança do  consumidor. O objetivo é corrigir problemas e prevenir acidentes. A  medida está prevista no artigo 10º do Código de Defesa do Consumidor  (CDC).

 Semáforos sonoros

 Durante a entrevista à TV NBR,  Vicenzi disse que o Brasil está padronizando os semáforos sonoros,  dirigidos a pedestres com deficiência visual. Ele explica que essa falta  de padronização dificulta a autonomia das pessoas com deficiência,  porque cada parte do país tem uma padronização diferente.

 “Será  uma padronização única nacional, e passará por campanhas educativas. A  ideia é que, ao segurar por mais de 3 segundos o botão do sinal, ele, ao  ficar verde [para o pedestre] emita um sinal sonoro que vai diminuindo,  de forma à pessoa saber que o tempo [para a travessia] está  encerrando”, explicou o diretor.

Fonte: Agência Brasil

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